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Empresário preso na Flórida acusa polícia de injustiça

Redação · 24 de out. de 2026, 20:33
Empresário preso na Flórida acusa polícia de injustiça

Andros Garcia Maldaner, um brasileiro de 40 anos, está em um centro de detenção de imigrantes na Flórida desde que foi preso durante uma blitz no dia 30 de julho. O executivo, que reside nos Estados Unidos desde 2018, estava voltando para casa após uma jornada de trabalho no Morgan Stanley, onde é assistente de vice-presidente, para ver seu filho de 8 anos.

"Não consigo entender como a terra da liberdade se transformou nisso", desabafa Andros sobre sua situação. Desde seu encarceramento, que se estende por dois meses, ele descreve a experiência como um pesadelo.

O brasileiro foi parado por um policial que, segundo ele, mentiu ao acusá-lo de dirigir sob efeito de bebida alcoólica, apesar de estar legalmente no país. Após a abordagem, Andros foi entregue ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), sem ter a oportunidade de contestar a acusação em tribunal.

Em declarações, Andros afirma que não possui histórico criminal e que foi vítima de um sistema que não oferece defesa adequada aos imigrantes. "O policial pareceu fabricar uma acusação apenas porque eu sou imigrante. Transformou minha vida em um inferno. Eu estava voltando para casa para ver meu filho e me vi encarcerado sem justificativa".

Ele revela o impacto devastador que a prisão está tendo sobre sua vida, afirmando que já colocou em risco sua moradia, emprego e saúde mental. Andros também reporta que as condições no centro de detenção são alarmantes; ele foi colocado em uma cela superlotada, onde sofre com falta de cuidados médicos e um ambiente opressivo.

Dentro da prisão, a vida é insuportável: dias de calor intenso, refeições inadequadas e a privação de medicamentos essenciais têm acentuado suas crises de ansiedade e pânico. Ele clama por um olhar mais atento do governo brasileiro sobre a situação dos imigrantes detidos, que muitas vezes são deixados sem defesa.

A família de Andros, residente em Campinas, está angustiada com o que consideram uma violação dos direitos básicos do executivo, preocupados com a falta de apoio consular e a incerteza de seu futuro, especialmente no que diz respeito à guarda de seu filho.

Por meio de comunicado, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmou que está ciente do caso e que pode prestar assistência consular, dependendo do contato da família e do próprio Andros.

Andros espera que a Justiça avalie sua situação e que o respeito pelas leis imigratórias seja restabelecido, reivindicando direitos que muitos, segundo ele, parecem ignorar.

"É inaceitável que eu não tenha tido direito a uma defesa justa. Só desejo voltar a viver e cuidar do meu filho", conclui ele.