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Fachin notifica PF sobre ameaças a Flávio Dino nas redes sociais

Redação · 10 de out. de 2026, 01:34
Fachin notifica PF sobre ameaças a Flávio Dino nas redes sociais

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, encaminhou à Polícia Federal uma avaliação técnica de segurança relacionada a ameaças proferidas nas redes sociais contra o ministro Flávio Dino. Esse documento foi remetido pela Secretaria de Polícia Judicial do tribunal, com a intenção de que a PF tome as ações que julgar apropriadas.

Em um comunicado, o STF declarou que Fachin “tomou as providências necessárias” em resposta às informações divulgadas por Dino, reiterando que a Corte “seguir atenta à segurança de seus membros e em coordenação com os órgãos competentes”. A ação foi motivada pela publicação, na sexta-feira (9), de um trecho de um relatório interno do tribunal que desvelou ameaças direcionadas a magistrados.

O estudo revelou que a plataforma X, anteriormente conhecida como Twitter, apresenta o maior volume de postagens hostis contra os ministros, incluindo referências a fuzilamento, explosão, enforcamento e esquartejamento. Um dos comentários alarmantes destaca que Dino seria o “primeiro a ser fuzilado”, enquanto outro sugere invadir o STF para decapitar Alexandre de Moraes, Dino e Cristiano Zanin. Todas as mensagens citadas pelo ministro foram veiculadas em outubro de 2026.

Ao se pronunciar sobre o relatório, Dino atribuiu essas ameaças à proliferação contínua de desinformação e a discursos que, segundo ele, incitam a violência contra o Judiciário. “Caso as pessoas discordem de decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados apropriados. Não é necessário assassinar o juiz responsável pela decisão, nem fomentar discursos odiosos que incitem perseguições e agressões”, expôs.

O ministro assegurou que as ameaças não influenciarão sua atuação, embora tenha ressaltado que esse incidente compromete a independência do Poder Judiciário. “Se um juiz começar a temer ao decidir um processo por conta da perspectiva de ser alvo de perseguições pessoais, o Poder Judiciário deixa de existir. Assim como a Constituição”, alertou.