Agro

Milho tem queda superior a 1% em Chicago devido ao clima

Redação · 03 de out. de 2026, 00:58
Milho tem queda superior a 1% em Chicago devido ao clima

Os contratos de milho na Bolsa de Chicago registraram queda na quarta-feira (5). O contrato com vencimento em dezembro caiu 1,18%, terminando a sessão a US$ 4,60 por bushel. A Royal Rural ressaltou que o mercado desincorporou parte do prêmio climático que havia elevado as cotações, seguindo as previsões de chuva que beneficiam as lavouras americanas. Após um período de calor intenso que preocupou os agricultores com a possibilidade de estresse hídrico, as chuvas começaram a se espalhar por regiões-chave produtoras. A consultoria afirma que, exceto algumas áreas no noroeste do Cinturão do Milho, as previsões de chuvas para o Meio-Oeste americano são promissoras nos próximos dias, o que deve ajudar no desenvolvimento das plantações e pressionar os preços do milho. Em relação à soja, o contrato para novembro fechou a US$ 11,74 por bushel, apresentando uma leve queda de 0,25%. Segundo a Agrinvest, o mercado reaguou ao leilão de soja na China, que demonstrou uma demanda robusta e não trouxe complicações para o Brasil no curto prazo. No primeiro lote, 50% das 500 mil toneladas oferecidas foram negociadas, e no segundo lote, essa porcentagem subiu para 66%, totalizando cerca de 580 mil toneladas. A consultoria observou que, apesar da expectativa de alta, os futuros da soja estão em queda, com muitos contratos caindo abaixo de US$ 12 por bushel. Quanto ao trigo, os futuros registraram alta em meio aos conflitos na Rússia e na Ucrânia e às condições da colheita americana. O contrato para setembro subiu 0,59%, encerrando a sessão a US$ 6,42 por bushel. A colheita de trigo nos Estados Unidos está em seu nível mais crítico desde a temporada de 1970/71, caso a produção atinja os 41,81 milhões de toneladas esperados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos EUA) no mês passado. A Granar indicou que os preços do trigo são influenciados por fundamentos do mercado agrícola em um contexto de pausa na liquidação de contratos por fundos de investimento. Além disso, a continuidade dos conflitos na Rússia e na Ucrânia limita as exportações de trigo de ambos os países, com o trânsito no Mar de Azov paralisado devido a irregularidades russas e a capacidade operacional dos terminais na região de Odessa significativamente reduzida.