Negócio

Para Carlos Eduardo Rosalba Padilha, mercado mais exigente empurra empresas rumo à governança estruturada - Broadcast - O mercado financeiro em tempo real

Redação · 04 de out. de 2026, 00:45
Para Carlos Eduardo Rosalba Padilha, mercado mais exigente empurra empresas rumo à governança estruturada - Broadcast - O mercado financeiro em tempo real

Especialista destaca a importância da governança para decisões eficazes

O mercado financeiro e os investidores têm pressionado as companhias brasileiras a adotarem práticas de gestão mais rigorosas. Segundo Carlos Eduardo Rosalba Padilha, a governança corporativa agora é uma exigência fundamental para quem aspira crescer de maneira segura, seja para negociar com instituições financeiras, atrair novos parceiros ou preparar uma eventual sucessão.

Crescimento rápido exige decisões estratégicas

No caso das empresas que estão experimentando uma expansão acentuada, essas frequentemente se deparam com decisões que são mais complicadas do que as habituais do dia a dia. Para enfrentar essa nova complexidade, a busca por conselhos consultivos está aumentando, reunindo profissionais de finanças, direito, tecnologia e estratégia para abordar as prioridades da empresa. Carlos Padilha explica que o papel dessas instâncias não é substituir as decisões dos sócios: “O foco é oferecer uma visão externa, experiência e método para decisões que, muitas vezes, são tomadas apenas com base na experiência cotidiana”, assinala.

Preparação para sucessão e investidores

Questões como a sucessão familiar, a entrada de novos investidores e possíveis reorganizações societárias se beneficiam muito dessa supervisão. “Empresas que revisitam sua estratégia periodicamente e de forma metódica conseguem se adaptar com maior agilidade e menos riscos”, destaca Carlos Padilha, que acredita que esse tipo de abordagem diminui a chance de decisões tomadas sob pressão.

Reforma tributária: um chamado para a antecipação

A reforma tributária também transforma esse cenário, sendo vista por Carlos Eduardo Rosalba Padilha como um estímulo à proatividade. “Não é suficiente apenas aguardar que a mudança ocorra; as empresas precisam analisar como o novo sistema impactará seus custos e margens”, afirma. Ele observa que aquelas que já implementam estruturas de governança e apoio estratégico costumam atravessar essas fases de transição de maneira mais tranquila, uma vez que estão habituadas a discutir cenários e opções antes que as alterações se tornem crônicas e urgentes. Padilha sublinha que um modelo de gestão mais estruturado não se limita a grandes corporações, pois mesmo negócios de médio porte com organização mínima e objetivos definidos podem se beneficiar do aconselhamento consultivo para obter previsibilidade em tempos de mudança no ambiente empresarial.